Amigos

Os amigos que são leais
Dão a mão e dão guarida…
Mas poucos são esses tais
Que duram p´ra toda a vida…

Há amigos em todo o lado,
Quando o nome é trivial…
Como as letras de um jornal,
Quando estão do nosso lado…
Se o jornal é dispensado
As letras não prestam mais…
São a prazo os ideais
Na amizade mais banal…
O que deixa ficar mal
Os amigos que são leais…

Esses tem outro valor,
Que se chama seriedade…
Há uma outra amizade
E um (A) que é bem maior…
São amigos sem favor,
Ou sem coisa pretendida…
Com a mão sempre estendida,
Ajudando os tais mendigos…
E por serem mais amigos,
Dão a mão e dão guarida…

Há outro que é um perigo,
Com a capa muito sonsa…
Veste a pele que é da onça,
E se diz ser nosso amigo…
P´ra esses eu já nem ligo,
Os que tive foram demais…
São azares ocasionais
Deste tempo sem critério…
Que confunde o Homem sério,
Mas poucos são esses tais…

Como os grandes aliados,
São cultura que se lavra…
E não usa essa palavra
P´ra favores aconchegados…
Amigos não são forçados,
Nem alma que foi vendida…
Como amparo numa descida
E sinceros conselheiros…
São amigos verdadeiros
Que duram p´ra toda a vida…

 
António Prates
In "Sesta Grande"
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