TRAÍDO PELA MULHER E ROUBADO PELO IRMÃO

 

 
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Quando subiu ao trono, em 1223, D. Sancho II tinha apenas 14 anos.
Passou a maior parte do reinado em guerra contra os mulçumanos e, por causa disso, desprezou as tarefas do governo.
Embora ninguém pudesse contestar a sua valentia – aumentou o território nacional pela conquista de um número significativo de castelos aos  mouros -, ganhou a triste fama de mau rei, governante incapaz, marido impotente e enganado pela mulher.
O reino caíu na desordem, infestado por bandos de salteadores.
Nobres e bispos acusaram o monarca de "não fazer justiça nenhuma" – e queixaram-se ao papa da sua incompetência para exercer a autoridade.
O mal-estar geral aumentou quando o rei se casou com uma nobre espanhola, D. Mécia Lopes de Haro, de quem era ainda primo.
D. Mécia já tinha sido casada, mas ficara viúva muito nova.
O povo, que vivia na miséria, passou a odiar a rainha – estangeira, bela e rica.
Os nobres e bispos escreveram ao papa denunciando a situação e, em Fevereiro de 1245, Inocêncio IV declarou nulo o casamento e ordenou que o casal se separasse.
D. Sancho não se vergou e os seus inimigos, chefiados pelo irmão mais novo do rei, D. Afonso, casado com a condessa de Bolonha, redobraram a intriga junto do papa.
Este, pela Bula "Grandi non immerito" depôs D. Sancho II, declarando que os portugueses já não lhe deviam obediência, mas sim a D. Afonso, "o Bolonhês".
O rei resistiu e a guerra civil indendiou o país.
Em 1246 sofreu, no entanto, um golpe fatal.
Um pequeno grupo de cavaleiros chefiado por Raimundo Portocarreiro, "o Torres", um dos principais apoiantes de D. Afonso, entrou no paço e, com a ajuda de Martim Gil de Soverosa, homem de confiança de D. Sancho, raptou a rainha.
Mal soube que D. Mécia fora levada para o castelo de Ourém, D. Sancho, que na altura se encontrava reunido com a corte em Coimbra, reuniu um pequeno exército para libertá-la.
A vila foi cercada e o rei preparava-se para recuperar a mulher, quando ela se recusou a voltar para ele, assumindo a adesão ao partido de D. Afonso.
O escândalo foi tremendo.
D. Mécia foi acusada de ter anuído ao rapto, em concluio com o cunhado.
A recusa  em voltar para o marido, associada ao facto de não haver filhos do casamento, deu origem ao runor de que D. Sancho era impotente.
O rei partiu para o exílio, em terras de Fernando III de Castela, seu primo, onde acabou por morrer.
Sucedeu-lhe o seu irmão que passou a usar o nome de D. Afonso III.
D Mécia foi de Ourém para a Galiza e dali para Castela onde morreu.
 
 (in histórias da História-NS de João Ferreira)
Esta entrada foi publicada em História. ligação permanente.

2 respostas a TRAÍDO PELA MULHER E ROUBADO PELO IRMÃO

  1. . diz:

    Obrigado meu amigo pela saudação.
    Eu quero ficar por isso estou construindo um novo blogue onde compilo todos os poemas que fiz em toda a minha vida… São algumas dezenas bem largas…. nem imagino quantos são…
    obrigado

  2. maria emilia diz:

    Bom dia meu amigo
    Bom…pelos vistos o mal já vem de tras…e ainda se diz que isto agora…nunca visto…."o amor ás vezes atraiçoa-nos,será?"
    Um abraço
    M.Emilia

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