INFANTE D. PEDRO (Chacinado por ordem do rei, seu sobrinho e genro)

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Filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, o Infante D. Pedro foi considerado um dos melhores governantes da História de Portugal.

 

Regente do reino, esteve à frente dos destinos do País entre 1439 e 1446, sete anos de paz e prosperidade, em que foi dado um forte impulso aos Descobrimentos. A aposta na política de exploração marítima e comercial em detrimento da conquista militar em Marrocos foi precisamente uma das razões da tragédia familiar (e nacional).

Em 1415 acompanha o pai na conquista de Ceuta e é feito cavaleiro no dia seguinte à tomada da cidade. É nesta altura que lhe é conferido o ducado de Coimbra.

A nobreza senhorial não perdoou ao infante a humilhação sofrida nas Cortes de Lisboa de 1439. Nessa altura, o povo amoti­nou-se em várias cidades e forçou a atribuição a D. Pedro da re­gência que, desde a morte de D. Duarte, no ano anterior, estava nas mãos da rainha D. Leonor, mãe de D. Afonso V, então um menino de sete anos.

Entre 1424 e 1428, o infante D. Pedro fizera uma longa viagem pela Europa, durante a qual percorreu os Estados mais impor­tantes do tempo e tomou conhe­cimento directo dos principais centros comerciais e financeiros de então. Esta viagem valeu a D. Pedro o cognome do Infante das Sete Partidas do Mundo.

Em 1429 casa com a princesa D. Isabel de Aragão, condessa de Urgel.

Quando foi chamado a pronun­ciar-se sobre o destino do irmão D. Fernando (o Infante Santo), refém dos mouros que preten­diam trocá-lo por Ceuta, D. Pedro defendeu a entrega da praça mar­roquina.

Apesar do apoio que recebera do povo, desde os ricos mercadores à plebe de Lisboa e do Porto, D. Pedro governou sempre com cuidado para não afrontar a nobre­za. Concedeu grandes privilégios ao irmão D. Henrique e até àquele que viria a revelar-se seu inimigo mortal, o meio-irmão D. Afonso (conde de Barcelos): foi o regente que lhe deu o titulo de duque de Bragança. Ao mes­mo tempo, casou o jovem rei D. Afonso V com a sua filha Isabel e nomeou condestável (coman­dante supremo do exército) outro ­filho, também chamado Pedro.

EM 1446, D. Afonso V fez 14 anos, a maioridade para reinar. Nos dois anos seguintes, deixou­-se influenciar cada vez mais pelos nobres que o rodeavam e não per­diam a mais pequena oportunida­de de intrigar contra o ex-regente. Magoado com o que considerava a ingratidão do sobrinho e genro por dar ouvidos aos caluniadores, D. Pedro abandonou a capital em 1448 e foi viver para os seus domínios de Coimbra.

Apanhan­do-o fora da corte, os inimigos voltaram à carga, chegando a acusá-lo de ter mandado enve­nenar a rainha mãe. Circularam cartas falsas, "assinadas" quer por D. Pedro quer pelo rei, que gelaram as relações entre ambos.

No principio de Abril de 1449, D. Afonso V chamou à corte o duque de Bragança. Este saiu de Trás-os-Montes com três mil homens armados que, no caminho para Lisboa, deviam atravessar as terras de D. Pedro. Mal o meio-irmão se aproximou dos limites do ducado de Coimbra, o infante enviou-lhe um emissário intimando-o a arrepiar caminho, sob pena de ter de enfrentar as suas próprias tropas. O duque de Bragança foi obri­gado a fazer o desvio – e mal chegou à capital queixou-se ao rei. D. Afonso V reuniu o seu conselho, que considerou D. Pedro rebelde e desleal.

O exército real pôs-se em marcha.

Informado, D. Pedro dirigiu-se a Lisboa com os seus homens.

Os dois exércitos encontraram-se junto à ribeira de Alfarrobeira, nas cercanias de Alverca, no dia 20 de Maio. As tropas do rei, muito superiores, esmagaram os parti­dários de D. Pedro que morreu no combate, aos 56 anos. A crueldade adolescente de D. Afonso V, à data com 17 anos, foi ao ponto de recusar sepultura ao corpo do tio e sogro.

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2 respostas a INFANTE D. PEDRO (Chacinado por ordem do rei, seu sobrinho e genro)

  1. Margarida diz:

    Olá meu amigoAgradecendo desde já sua amável mensagem de Natal.Que saudades de matéria nova!!Suas histórias sempre muito bem escritas, não há muitos espaços como o seu!Agradeço sua amizade e lhe desejo muita PazDesta amiga com carinhoMargarida by Alda

  2. Céu diz:

    AmigoLindo o postal que me enviaste!Obrigada pela tua atenção!Um Feliz Ano Novo para ti e toda a tua familiaCarinho da amiga Céu

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