ISABEL DE PORTUGAL

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Isabel de Portugal era filha do rei Manuel I de Portugal e de Maria de Aragão, infanta de Espanha.

Diziam-na belíssima, como prova o retrato pintado por Ticiano.

Inteligente, a infanta foi educada pela famosa Beatriz Galindo, la Latina e pelo humanista valenciano Luís Vives.

 

O casamento fora recomendado por D. Manuel I.

A 6.10.1525 firmou-se em Torres Novas o contrato.

As primeiras negociações sobre o enlace entre D. Isabel e o imperador Carlos V começaram no Outono de 1522, entre D. João III, seu irmão, e a corte espanhola.

O dote da imperatriz foi de 900 mil dobras de ouro castelhanas, o que era uma enorme fortuna.

Em Janeiro de 1526, começaram os preparativos da partida da imperatriz Isabel de Portugal para Espanha.
 Com 22 anos, D Isabel parte rumo a Badajoz com uma grande comitiva. A comodidade da época não ia além de uma liteira, sendo o destino Sevilha. De Toledo, onde Carlos V tinha a corte, veio "um luzido acompanhamento", para fazer as honras à futura imperatriz. Carlos V mandou três emissários da mais alta honorabilidade.

D. Isabel chegou a Elvas no dia 6 de Janeiro, acompanhada dos irmãos, D Luís e D. Fernando. Ao chegarem à fronteira, deram-lhe por montada uma linda "faca" branca, termo que significa cavalo pequeno, leve e magro, para maior comodidade na viagem.
 Entrou em Espanha no dia 7. A cerimónia de troca de séquito ocorreu na fronteira, perto do rio Caia.

A viagem demorou dois meses. No dia 10 ou 11 de Março de 1526, realizou -se o casamento com os noivos lado a lado, e a cidade de Sevilha engalanou as ruas e viveu dias de grande alegria.

Como alguém disse, Carlos e Isabel casaram sem se conhecer e amaram-se depois de se conhecerem.
Os noivos imperiais ficaram uns dias em Sevilha mas, para fugir ao calor, seguiram para Córdova, com destino a Granada, onde chegaram nos primeiros dias de Junho. Ficaram no Palácio do Alhambra, onde era notória a influência árabe. Os mouros de Granada ofereceram, como prenda de casamento a Carlos e Isabel, 80 mil ducados.
Carlos, atencioso e meigo, deu a Isabel, por divisa, "as três graças, tendo uma delas uma rosa, símbolo da sua formosura, um ramo de murta como símbolo do amor e a terceira uma coroa de carvalho simbolizando a fecundidade".

D. Isabel, além de ter um rosto de um perfeito oval, "olhos de garça", cabelos longos e loiros, com uma figura "esbelta e harmoniosa", terá percebido na lua-de-mel que a sorte a bafejara.

Os noivos ficaram no Palácio do Alhambra, mas as comitivas eram tão numerosas que os familiares do lado de D. Isabel ficaram hospedados em São Jerónimo, magnífico edifício renascentista.

Nestes dias de felicidade, Carlos ofereceu um cravo a Isabel, flor que na altura não era muito vulgar. E diz-se que foi por este gesto que um dos símbolos da Andaluzia e de Espanha é o "clavel".

Em Dezembro, os imperadores partiram para Valladolid, onde chegaram no início do ano seguinte. Aqui, a imperatriz deu à luz, no dia 21 de Maio de 1527, o herdeiro do trono – Filipe (depois rei Filipe II de Espanha, Filipe I de Portugal). Sabe-se que o parto foi difícil e Isabel de Portugal sofreu muito.

Isabel de Portugal tinha residência própria, independente da do marido, onde viviam quarenta damas e açafatas e mais de setenta jovens, rapazes e raparigas, alguns filhos do pessoal que lidava de perto com D. Isabel.

Enquanto Carlos V estava em guerra ou a negociar tratados de paz com países ou regiões da Europa, Isabel tinha as responsabilidades de regente. O seu cargo era, como ficou escrito, "lugarteniente dcl reino de Castilla". Foi regente entre 1529 e 1532 centre 1535 e 1539. Nessa qualidade, viajou bastante.

Para amenizar as saudades e para tratar de assuntos importantes do império, Carlos e Isabel escreviam-se com regularidade. Por vezes, o imperador não escrevia durante meses, a ponto de preocupar a imperatriz, que numa carta lhe "ralhou", dizendo que ao menos lhe escrevesse "todos os vinte dias".
Devido ao clima demasiado quente de Toledo e de Sevilha, a imperatriz Isabel passava os Verões em Ávila, por ser mais ameno, pois sofreu diversas vezes de paludismo. Viajava no Outono, com regularidade, entre Toledo, Valladolid, Sevilha, Barcelona e Maiorca. Quando tinha notícia de que o marido ia regressar, mandava preparar uma recepção, com grande comitiva, mas durante o tempo em que estava sozinha com os filhos, as damas e conselheiros da corte, Isabel de Portugal fazia uma vida muito ascética.
Em 1529, nasceu a filha Maria e, mais uma vez, foi um parto doloroso e complicado. Durante os 16 anos de casamento, Carlos não procurou outra mulher, mesmo nos períodos de ausência de casa.

Isabel de Portugal foi novamente mãe, em 1535. Esta filha, Joana, viria a casar com o príncipe João Manuel, filho de D. João III de Portugal e de D. Catarina. Ficou viúva e à espera de um filho, que viria a ser o malogrado rei D. Sebastião, morto em Alcácer-Quibir.

Quando Isabel de Portugal morreu de pós-parto, em 1539, o imperador estava ausente em Madrid e ficou muitíssimo amargurado. Refugiou-se no Mosteiro de Sisla, vestido de negro, cor que usou até ao fim dos seus dias. Rezava. E frequentemente os seus vassalos lhe viram lágrimas nos olhos. Temeu-se pela sua saúde, tal era o seu sofrimento pela ausência de Isabel. Para ter perto de si a imagem daquela que ele tanto amara, encomendou um retrato a Ticiano. Era costume fazerem-se as máscaras mortuárias dos falecidos ilustres e terá sido a partir dessa máscara de cera com as feições da imperatriz que Ticiano concebeu o retrato. Quando o imperador o viu, não o achou perfeito e quis que o mestre pintor retocasse o nariz de Isabel. E assim fez Ticiano. Aliás, pintou dois quadros quase iguais. Um desapareceu, anos mais tarde, num incêndio. Resta apenas aquele que acompanhou Carlos V quando se retirou para o Mosteiro deYuste, em 1556, e que esteve na grande exposição de Toledo, de Outubro de 2000 a Janeiro de 2001.
Isabel de Portugal, por desejo do filho Filipe, seria trasladada, em 1574, para o Mosteiro do Escorial.

 

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Uma resposta a ISABEL DE PORTUGAL

  1. Ângela diz:

    A VIDAPoema lírico-juvenilEmile Brontë A vida, acredita, não é um sonhoTão negro quanto os sábios dizem ser.Frequentemente uma manhã cinzentaPrenuncia uma tarde agradável e soalhenta.Às vezes há nuvens sombriasMas é apenas em certos dias;Se a chuvada faz as rosas florirÓ porquê lamentar e não sorrir?Rapidamente, alegrementeAs soalhentas horas da vida vão passandoAgradecidamente, animadamenteGoza-as enquanto vão voando.E quando por vezes a Morte apareceE consigo o que de Melhor temos desaparece?E quando a dor se aprofundaE a esperança vencida se afunda?Oh, mesmo então a esperança há-de renascer, Inconquistável, sem nunca morrer.Alegre com a sua asa douradaSuficientemente forte para nos fazer sentir bemCorajosamente, sem medo de nadaEnfrenta o dia do julgamento que vem.Porque gloriosamente, vitoriosamentePode a coragem o desespero vencer.Emile Bronte, 1818-48, escritora inglês, LifeÉ com prazer que volto a visitar o teu blog e me delicio com as imagens dos vários sítios que visitaste no álbum de fotos. É incrível! Adorava poder viajar mais, mas infelizmente isso não é possível. Adorei particularmente as fotos de Óbidos à noite, pois já lá fui e aquilo é lindo. Obrigada, também, pela tua sempre agradável visita ao meu blogCom carinhoÂngela (Amiga Virtual)

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