BRANCA DIAS – Heroína Luso-Brasileira

branca dias

Com uma existência entre história e lenda, considerada uma das heroínas do Brasil Colonial e de Pernambuco, Branca Dias foi, no Brasil do século XVI, a primeira mulher portuguesa a praticar «esnoga», a primeira «mestra laica de meninas» e uma das primeiras «senhoras de engenho».

Branca Dias nasceu em Viana da Foz do Lima, no Minho, Portugal, possivelmente em 1515. Seu marido, Diogo Fernandes, conseguiu terras às margens do rio Camaragibe, na Capitania de Pernambuco, onde instalou um engenho para produção de açúcar.

 

Antes de acompanhar seu marido, Branca Dias, que era cristã-nova, foi denunciada à Inquisição, por sua mãe e irmã (possivelmente intimidadas), de manter secretamente práticas judaicas, algo então proibido em Portugal. Admitindo a acusação, e recebendo as penas dos inquisidores, foi libertada em 1545.

Branca Dias embarca, então, para o Brasil com sete filhos, embora desobedecendo às leis que usualmente limitavam o deslocamento de condenados pela Inquisição, juntando-se ao marido, Diogo Fernandes, vivendo ambos entre Camaragibe e Olinda, onde tiveram mais quatro filhos (também educou uma enteada).

Depois da morte de Diogo Fernandes, o engenho declinou. Branca Dias e suas filhas, abriram em sua casa à rua Palhares, em Olinda, Pernambuco, uma escola de prendas domésticas para meninas.

Após sua morte, possivelmente em 1558, voltou a ser denunciada, desta vez por suas alunas, aos inquisidores que visitavam a cidade. Os seus filhos e netos são presos sob a acusação de reconversão ao judaísmo e enviados para Lisboa, para onde terão seguido igualmente, presume-se, os ossos de Branca Dias, a fim de serem queimados no Rossio em auto-de-fé.

Nos processos do Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, constam as seguintes anotações:

Branca Dias, casada com o mercador Diogo Fernandes e filha de Antônio Afonso e Violante Dias, é cristã-nova, natural de Viana e moradora em Lisboa. Acusada de judaísmo, ela foi sentenciada, em 12 de Setembro de 1543, a abjuração pública, dois anos de cárcere e hábito penitencial, ficando reservada a sua comutação e dispensa. Branca Dias apresentou uma petição ao Santo Ofício, em que pediu dispensa do tempo que lhe faltava cumprir, tendo sido a mesma concedida, talvez em razão de ter filhos pequenos para criar.

E ainda sobre a sua mãe e irmã:

Violante Dias foi ao auto-de-fé em Lisboa, e Isabel Dias foi sentenciada a abjuração pública, 2 anos de cárcere e hábito penitencial; reservada a comutação da penitência quando parecesse serviço de Nosso Senhor.

Sobre os acontecimentos no Brasil refere-se:

Beatriz Fernandes (filha de Branca Dias), a Alcorcovada, natural de Viana de Caminha e residente em Pernambuco, foi acusada de judaísmo. Presa em Olinda a 25 de agosto de 1595, ela foi sentenciada, em 31 de janeiro de 1599, a ir ao Auto de Fé, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo, penitências espirituais, além do confisco de bens.

Brites (ou Beatriz) de Sousa e sua mãe Andresa Jorge (outra filha de Branca Dias), nascidas e residentes em Pernambuco, também foram sentenciadas, respectivamente, a ir ao Auto de Fé; abjuração de veemente; cárcere a arbítrio; penitências espirituais; pagamento de custas.

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2 respostas a BRANCA DIAS – Heroína Luso-Brasileira

  1. Céu diz:

    Andar com Fé!  oooO      ▪ é saber que cada dia é um recomeço,  (  )      ▪ é ter certeza que os milagres acontecem    \ (      ▪ e que os sonhos podem se realizar.   \_      ▪ é saber que temos asas invisíveisOooo        (  )     ▪ é fazer pedidos a Deus         ) /     ▪ e abrir as mãos para o céu!        (_/     ▪ é olhar sem temor as portas do desconhecidooooO     . ter a inocência dos olhos da criança, a leal   (  )     ▪ cão, a beleza da mão para dar ( /     \_)  o melhor sempre acontece e         é ter a certeza de que tudo aquilo que almejamosestá totalmente ao nosso alcance. FELIZ PASCOA PARA TI E TUA QUERIDA FAMILIACARINHO DA CÉU

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