FORTALEZA DE DIU – INDIA

Esta é mais uma das 7 maravilhas portuguesas espalhadas pelo mundo.

 

A fortaleza de Diu fica localizada na ilha de Diu, ao largo da costa do estado de Guzerate, na Índia.

Situada no extremo sul da península de Katiavar, à entrada do golfo de Cambaia, é considerada pelos estudiosos de arquitectura militar como a mais importante e bem fortificada estrutura erguida no Estado Português da Índia.

Pela sua importância estratégica, foi alvo da cobiça e resistiu a inúmeros cercos e ataques de árabes, turcos, indianos e às diversas tentativas holandesas para dela se apoderarem em finais do século XVII.

A partir do século XVIII, com a crescente supremacia de outras nações do ocidente e a consequente decadência do Islão, a importância de Diu entrou em declínio.

 

As obras foram iniciadas pelo sétimo governador do Estado Português na Índia, D. Nuno da Cunha, em 20 de Novembro de 1535, estando concluída no ano seguinte.

 

Uma das primeira manifestações do estilo renascentista nas praças do Oriente português, destaca-se pela imponente muralha pelo lado de terra que ascendia a 250 metros de comprimento, reforçada por baluartes, apoiada por numerosos fortes e fortins espalhados pelos 40 quilómetros quadrados da ilha.

 

A defesa era composta, pelo lado de terra por uma primeira linha, sobre o fosso exterior, amparada pelo Baluarte de São Domingos (defendendo o Portão de Armas), pelo Baluarte de São Nicolau e pelo Baluarte de São Filipe.

A segunda linha, interna, era integrada, pelo lado de terra, pela Torre de Menagem e pelos Baluarte Cavaleiro e Baluarte de São Tiago.

Pelo lado do mar, pelos Baluarte Chato (Sueste), Baluarte de Santa Luzia (Este) e pelo lado do canal, pela Couraça, Baluarte de Santa Teresa e

Baluarte de São Jorge.

 

 

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Diu transformou-se num importante entreposto comercial na época da chegada dos portugueses à costa da Índia. Já em 1513, Afonso de Albuquerque, tentou estabelecer ali uma feitoria, sem sucesso. Algumas tentativas de conquista empreendidas por Diogo Lopes de Sequeira e por D. Nuno da Cunha, também não tiveram êxito.

 

Martim Afonso de Sousa iniciou negociações com o sultão Bahadur Xá, em 1534, vindo a obtê-la em troca de ajuda militar portuguesa prestada contra o Grão-Mogol de Déli, que o expulsara de seus domínios.

 

Livre da ameaça e arrependido da sua generosidade, Bahadur Xá pretendeu reaver Diu, matando o governador da praça, ao mesmo tempo que chamava em auxílio uma frota turca.

Ao tomar conhecimento da traição, mandou prender Bahadur, que acabou por ser morto numa refrega. Seguiu-se um período de guerra entre os portugueses e a gente do Guzerate.

O novo sultão celebrou um acordo com a Sublime Porta, e, em 1538, forças Guzerates, sob o comando de Coja Sofar, senhor de Cambaia, com o reforço de uma armada egípcia do Paxá Al Khadim, impôs cerco a Diu, defendida por tropas portuguesas sob o comando de António Silveira. Essas forças foram dispersadas com o auxílio de Martim Afonso de Sousa.

Com a sua estrutura reparada e reforçada, foi duramente castigada em novo cerco, imposto por um novo exército Guzarate, sob o comando do mesmo Coja Sofar, no Verão de 1546. Durante cinco meses os seus defensores resistiram, sob o comando de D. João da Silveira, recebendo alguns reforços e suprimentos pelo mar até que, em 11 de Novembro, um reforço naval, sob o comando de D. João de Castro, posteriormente recompensado com o cargo de quarto Vice-rei da Índia, decidiu a vitória em favor dos Portugueses.

Neste cerco, pereceram Coja Sofar e um filho de D. João de Castro, D. Fernando.

 

D. João de Castro, necessitando reconstruir as muralhas da fortaleza, arruinadas pelo cerco (segundo a sua própria informação, a fortaleza encontrava-se tão gravemente destruída que nela não havia de aproveitável um só palmo de parede), solicitou à Câmara Municipal de Goa um empréstimo de 20 mil pardaus, dando em garantia a própria barba. A Câmara liberou o empréstimo, rejeitando, no entanto, o precioso penhor. As obras de reconstrução foram conduzidas pelo mestre de pedraria Francisco Pires que, tendo saído do reino para a Índia em 1546, de passagem trouxera ainda o risco para a Fortaleza de São Sebastião na ilha de Moçambique.

A partir do século XVIII, o progresso levado pelos ingleses às cidades vizinhas do Katiavar, retiraram importância econômica a Diu, cuja importância estratégica encerrou-se ao final do século XIX com a abertura do Canal do Suez, assim como aconteceu com as costas de Oman e do Gujarate.

Finalmente, sob o ataque das forças da União Indiana, em 19 de Dezembro de 1961, sem possibilidade de receber reforços, após esgotada a sua munição, caiu. Foi diante de seus muros que se desenrolou o episódio da lancha Veja, que sucumbiu ante os ataques de duas esquadrilhas de aviões a jacto que actuaram em apoio à invasão.

 

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