CAROLINA MICHAELIS DE VASCONCELOS

Os diversos apelos, as palavras de carinho e as mais variadas expressões de amizade de alguns amigos
comoveram-me e gritaram mais alto,
levando-me a reconsiderar a minha tomada de posição.
Por isso aqui estou de volta, mais cedo do que tinha previsto.
A todos os amigos que contribuiram para esta mudança, deixo aqui o meu reconhecimento e um abraço de grande amizade.

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Nunca se filiou em nenhuma agremia­ção feminista, mas esteve sempre dis­posta a colaborar nas acções promo­vidas com vista à afirmação da mulher na vida política, social e económica do país.

Nascida em Berlim (Alema­nha), a 15 de Março de 1851, Ca­rolina Wilhelme Michäelis de Vasconcelos frequentou a Esco­la Superior Municipal para jo­vens do sexo feminino daquela cidade, entre os 7 e os 16 anos. Nesse período conviveu com nomes sonantes da cultura ale­mã, como os irmãos Grimm, Humboldt e Ense, entre outros.

Uma vez que na Alemanha o ensino superior estava ainda ve­dado às mulheres, foi orientada nos estudos por Carlos Gold­beck, professor naquela escola, que lhe despertou a curiosida­de pelas línguas espanhola e portuguesa. Aos 14 anos, a jo­vem Carolina começa também a dedicar-se ao estudo das lín­guas e das literaturas clássicas, românicas, semíticas e eslavas.

Em 1872, é nomeada intérpre­te oficial das línguas ibéricas.

Com a polémica gerada em tor­no da”tradução de “Fausto”, feita por António Feliciano de Cas­tilho, a jovem inicia correspon­dência com vários escritores portugueses, entre os quais, aquele que viria a ser seu mari­do, Joaquim António da Fonse­ca de Vasconcelos, musicólogo e historiador de arte.

O casamento, realizado em 1876, trá-la para Portugal, mais concretamente para o Porto.

Em 1911, já reformada da carrei­ra docente, é convidada para dar aulas na recém-criada Faculda­de de Letras de Lisboa, mas as­sim que pôde pediu transferência para a de Coimbra, onde foi responsável pela cadeira de Fi­lologia Portuguesa.

Em sua hon­ra, em 1983, o Instituto de Estu­dos Românicos passou a desi­gnar-se Instituto de Língua e Li­teratura Portuguesas – D. Caro­lina Michäelis de Vasconcelos.

Foi a primeira mulher a ensi­nar numa universidade portu­guesa e também a primeira a per­tencer à Academia de Ciências de Lisboa.

Foi ainda sócia hono­rária do Instituto de Línguas Vi­vas de Berlim (1877) e doutora “honoris causa” da Universida­de “de Friburgo (1893), da de Coimbra (1816) e da de Hambur­go (1923).

Em 1914, foi nomeada presidente honorária do corpo administrativo do Conselho Nacional das Mulheres Portugue­sas, como forma de reconhecimento pelo seu empenho na melhoria da condição feminina.

Morreu a 16 de Novembro de 1925, em sua casa, situada na Rua da Cedofeita, no Porto.

Uma das principais escolas secundárias do Porto ostenta de há muito o seu nome, estendido no início do século XXI à estação do me­tro situada nas proximidades.

 

(Fátima Mariano in JN de 5-6-2010)

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3 respostas a CAROLINA MICHAELIS DE VASCONCELOS

  1. Céu diz:

    Se benvindo amigo Mário!Pelos versos do mar e pelo Azul do céu Me resta um minuto para viver uma vida com um beijo teu…Beijos e até breve……………………………(¯`°v°´¯)……………………………..(_.^._)Céuhttp://i48.tinypic.com/2zedrfs.jpg

  2. Carmina diz:

    Me alegra el alma que no te hayas ido, me alegro mucho ver tu comentarios en mi blog, tu eres mi amigo, y yo siempre esperare tu vuelta si decides partir por un tiempo…El viaje difinitivo Y yo me iré. Y se quedarán los pajaros cantando;y se quedará mi huerto, con su verde árbol,y con su pozo blanco.Todas las tardes, el cielo será azul y plácido;y tocarán, como esta tarde están tocando,las campanas del campanario.Se morirán aquellos que me amaron;y el pueblo se hará nuevo cada año;Y en rincón aquel de mi huerto florido y encalado,mi espíritu errará, nostálgico…Y yo me iré, y estaré solo, sin hogar, sin árbolverde, sin pozo blanco,sin cielo azul y plácido…Y se quedarán los pájaros cantando. Juan Ramón Jiménez +*+*+*+*+*+*+*+*+*+*y cuando parta de este mundo,todo seguira igual…espero quedar en el recuerdodel amigo…Abrazos y feliz semana.

  3. Graciela diz:

    Amigo me alegra que no te hayas ido…Hoy las nubes me trajeron,volando, el mapa de España.¡Qué pequeño sobre el río,y que grande sobre el pactola sombra que proyectaba! Se le llenó de caballosla sombra que proyectaba.Yo, a caballo, por su sombrabusqué mi pueblo y mi casa. Entré en el patio que un díafuera una fuente con agua.Aunque no estaba la fuente,la fuente siempre sonaba.Y el agua que no corríavolvió para darme agua. Rafael Alberti Feliz semana Te deseo,felicidad y paz…Amor todo…Graciela

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